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Equipes do Pará participam de Festival Nacional de Robótica em São Paulo

Equipes do Pará participam de Festival Nacional de Robótica em São Paulo

Equipes do Pará participam de Festival Nacional de Robótica em São Paulo

Os alunos das equipes AnaninTech (Ananindeua), Ultron League (Marabá) e RoboTech (Altamira) percorreram cerca de 2.911 quilômetros, entre Belém e São Paulo, para participarem do maior torneio de robótica educacional do país. O 4º Festival SESI de Robótica, evento para quem gosta de ciência e tecnologia feitas por jovens criativos e inovadores, reuniu 1,2 mil de todo o Brasil, na Bienal em São Paulo, no período de 27 a 29 de maio.

Na categoria FIRST LEGO League (FLL) os alunos competem em rounds de 2 minutos e meio com robôs feitos de peças de LEGO, que devem cumprir uma série de atividades e somar o máximo de pontos, e ainda, realizam projetos que visam solucionar problemas da vida real.

A equipe RoboTech, da escola SESI Altamira, desenvolveu um aplicativo e site que busca melhorar a comunicação entre entregadores autônomos e empresas, uma espécie de ‘Uber do frete’ que irá facilitar a logística e agilizar a entrega de mercadorias em sua região. “Nós temos essa dificuldade de logística em nossa região por conta da dimensão do nosso município, que é o maior do Brasil em extensão territorial e o terceiro do mundo, com 159,5 mil km². Com esse projeto pretendemos chegar até as localidades mais distintas”, explica Taylor Silva, de 16 anos, um dos integrantes da equipe.

EQUIPE PARAENSE CONQUISTA PRÊMIO NACIONAL NO FESTIVAL SESI DE ROBÓTICA

Marielle Melo, 16 anos, da Ultron League (Marabá), conta sobre a alegria de participar da etapa nacional do Festival de Robótica de forma presencial, já que, por conta da pandemia, a última edição aconteceu de maneira remota. “É a primeira vez que participamos do nacional, antes só tínhamos participado de forma virtual, então, sentir isso de forma presencial, de estar aqui, ver o robô na arena fisicamente, a pressão da torcida é algo único e nós estamos adorando vivenciar isso tudo”, resume.

Na outra categoria - FIRST Tech Challenge (FTC) - competem estudantes do ensino médio, que constroem robôs maiores, de até 19kg, a partir de um kit de peças reutilizáveis, tecnologia Android e uma variedade de níveis de programação baseada em CAD, Java e Blocks. Os competidores desenvolvem um caderno de engenharia para detalhar o funcionamento dos robôs, que devem cumprir atividades, como carregar blocos na arena de competição.

Manassés Viana, 15 anos, faz parte do time Ananintech, da escola SESI Ananindeua, e explica sobre os projetos sociais desenvolvidos pela equipe. “Atuamos na área social com o Quilombotech, Ananintech sem limites, Summit Ananindeua, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Ananindeua, além de atuar em parcerias com ONGs em campanhas pontuais, como no Dia das Mães e no Natal. Nosso objetivo, além de angariar fundos para nossa equipe, é também disseminar a prática da robótica e divulgar para além do âmbito escolar, que é uma missão da FIRST”, detalha o estudante.

Robótica engaja e impacta desempenho em matemática e ciências

São muitos os benefícios relatados por alunos, pais e docentes com a prática da robótica em sala de aula. Para mensurar o impacto no desempenho escolar, o SESI conduziu um estudo inédito, que comparou as notas em Matemática, Linguagens e Ciências Humanas e Sociais de competidores dos torneios SESI de Robótica da FLL de 2018 e 2019 – edições City Shaper e Into Orbit – com o de alunos que se inscreveram nas competições, mas não participaram.

A amostra é de cerca de 2.500 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de 24 estados, sendo 54% do sexo masculino e 46% do sexo feminino. Em Matemática, os competidores tiveram notas 5 pontos maiores do que aqueles que não competiram (83 versus 78), o que representa um ganho de 6,4% na nota.

O impacto positivo se estende às outras áreas. Em Ciências Humanas e Sociais, os alunos que participaram do torneio tiraram 84,4, enquanto os não competidores, 80,4, ou seja, melhora de 5%. E, em Linguagens, as notas são 85,6 e 81,9 respectivamente – ganho de 4,5%.



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